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Da Entrega...
Passo-te as mãos no rosto num gesto de ternura intemporal Os
dedos àvidos de trajectos, Os teus olhos de perguntar encontram os meus Desenhando-lhes lentos compassos de espera, Demoradamente
lentos, Devolvo o medo inquieto de que me saibas Como se fosse possível impedi-los de te beijar Com a furia de quem
ama, O teu cheiro a entrar no meu corpo. A ternura a espraiar-se. Os meus dedos a enrolarem-se nas palavras Dolorosas
do teu silêncio, Os meus lábios no desejo da comunhão do sentir, Beijam-te baixinho, Para que oiças a ternura limpida Do
meu aceitar. Solto-me de mim, para livre Me depositar nas tua alma e no Teu corpo.
No meu olhar a entrega
da ternura A certeza do amanhã...
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Até sempre....
De repente nada mais consigo escrever, meu amor. Há
um profundo vazio que se recusa a ser preenchido Por sonhos que nunca se tornarão realidade, ai de mim. É bom entrelaçarmo-nos
em doces devaneios suspirados, Em palavras lindas e em sentimentos de profunda devoção. Mas destrói-nos a alma realizarmos
por instantes Que o sofrimento motivado pela privação permanente Não passará nunca, por muito que façamos de conta. Não
vejo perspectivas de poder ser tua e, por consequência, de tu seres meu. Deixemos repousar as coisas do coração por aqui,
antes que nos aniquilem. Porque as da amizade essas, para mim, serão eternas. Intimo-te a que não me faltes em momento
de aflição, se puderes! Que eu tenho a coragem de fazer o que tem de ser feito e tu também o sabes. És aquilo que de
mais belo me aconteceu e resides já no meu peito num canto único. Agora, retém as lágrimas. Deixo-te o meu sorriso
como símbolo do que foi o tempo nosso. Que te acompanhe sempre um beijo que principia aqui...
Até sempre!
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